ELEIÇÕES 2026: Quanto já arrecadaram e gastaram os candidatos do CIMBAJU?
- primeiraimpressaor
- há 11 horas
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Campanhas ligadas à região já movimentam milhões de reais; levantamento mostra quanto alguns dos principais candidatos receberam, quanto já gastaram e de onde vêm os recursos utilizados na disputa por vagas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.

A campanha eleitoral entrou definitivamente na fase em que, além dos discursos, propostas, caminhadas e redes sociais, outro componente começa a chamar atenção: o dinheiro. As prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral já revelam diferenças significativas entre os valores disponíveis para candidatos que disputam votos nos municípios que integram o CIMBAJU. E os números são expressivos.
Entre os nomes acompanhados pelo Jornal Primeira Impressão, quem aparece com a maior arrecadação até o momento é Kiko Celeguim (PT), candidato à reeleição para deputado federal. Sua campanha registra R$ 1.837.000 em receitas.
Desse montante, R$ 1,8 milhão foi repassado pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores. Outros R$ 37 mil vieram de doações de pessoas físicas. Ou seja, aproximadamente 98% dos recursos arrecadados por Kiko tiveram origem partidária.

Na fotografia disponível da prestação de contas consultada, entretanto, ainda não aparecem despesas declaradas pela campanha de Kiko. Isso não significa necessariamente que a campanha não tenha realizado gastos, mas que eles ainda não constavam como declarados no recorte disponível da prestação parcial.
Na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, dois nomes ligados à região também já ultrapassaram a barreira de meio milhão de reais arrecadados.
Renata Sene (Republicanos) registra R$ 607 mil em receitas e R$ 380.250 em despesas declaradas. Entre os principais gastos aparecem despesas com pessoal, que somam R$ 243.250, e materiais impressos, com R$ 121 mil.

Já Danilo Joan (PP) declarou R$ 520 mil arrecadados, mas apresenta uma situação bastante diferente quando observado o ritmo das despesas: até o recorte consultado, eram R$ 25.700 em gastos declarados, deixando aproximadamente R$ 494,3 mil ainda em caixa.

Assim como ocorre com Kiko, a maior parte dos recursos de Danilo veio diretamente do partido. Dos R$ 520 mil arrecadados, R$ 500 mil foram repassados pelo Progressistas nacional, representando aproximadamente 96% do total. Outros R$ 20 mil vieram de pessoas físicas.
O dinheiro disponível não significa voto
Os números ajudam a dimensionar as estruturas financeiras disponíveis para cada campanha, mas precisam ser interpretados com cuidado. Ter mais dinheiro não significa necessariamente ter mais votos.
Da mesma forma, uma campanha apresentar poucas despesas neste momento não significa que permanecerá assim até outubro. As prestações são atualizadas ao longo do processo eleitoral e novos repasses, doações, contratações e pagamentos podem alterar rapidamente o cenário. O próprio contraste entre Renata Sene e Danilo Joan demonstra isso.
Enquanto Renata já declarou despesas equivalentes a aproximadamente 63% do valor arrecadado, Danilo havia utilizado cerca de 5% dos recursos disponíveis no recorte analisado. São estratégias e momentos de campanha diferentes.
Milhões já disponíveis
Somente Kiko Celeguim, Renata Sene e Danilo Joan somam R$ 2.964.000 em recursos arrecadados. Quase R$ 3 milhões apenas entre três candidaturas diretamente relacionadas à disputa eleitoral na região. E esse valor aumenta quando são considerados os demais candidatos vinculados aos municípios do CIMBAJU.
O Jornal Primeira Impressão continuará acompanhando as prestações de contas para atualizar o levantamento à medida que novas receitas e despesas forem informadas à Justiça Eleitoral. Mais do que saber quanto cada candidato possui para gastar, entretanto, existe outra pergunta importante: de onde vem esse dinheiro?
Nos casos de Kiko e Danilo, os números já dão uma dimensão da participação das estruturas partidárias. Kiko recebeu R$ 1,8 milhão do PT nacional e Danilo, R$ 500 mil do Progressistas nacional. São recursos legais de campanha e devidamente declarados, mas que também ajudam o eleitor a compreender o tamanho das estruturas colocadas à disposição de determinadas candidaturas.
A prestação de contas ainda está em movimento
É importante destacar que os números apresentados nesta reportagem representam uma fotografia da prestação de contas eleitoral disponível no momento da consulta e não o balanço definitivo das campanhas. Receitas e despesas continuam sendo registradas e informadas à Justiça Eleitoral até o encerramento do processo eleitoral. Por isso, os valores podem mudar, e provavelmente mudarão nas próximas semanas.
O JPI continuará acompanhando os dados dos candidatos ligados a Caieiras, Cajamar, Franco da Rocha, Francisco Morato e Mairiporã, permitindo que o eleitor acompanhe não apenas o que os candidatos prometem durante a campanha, mas também quanto dinheiro possuem para tentar chegar a Brasília ou à Assembleia Legislativa de São Paulo.




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