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De Franco da Rocha para Brasília: Kiko e Valdir da Santa Casa entram na disputa por uma cadeira no Congresso Federal

De um lado, um deputado que busca permanecer em Brasília. Do outro, um nome conhecido da política regional tentando chegar pela primeira vez à Câmara. Kiko Celeguim e Valdir da Santa Casa colocam Franco da Rocha no centro da disputa por uma vaga de deputado federal.

A eleição para deputado federal promete uma disputa particular na região. Dois nomes ligados diretamente a Franco da Rocha estarão nas urnas buscando uma cadeira na Câmara dos Deputados: Kiko Celeguim (PT), que tenta renovar seu mandato, e Valdir da Santa Casa (MDB), que busca chegar pela primeira vez ao Congresso Nacional.


Hoje, estão em campos políticos diferentes e diante de um desafio muito maior: conquistar votos em todo o Estado para chegar à Câmara dos Deputados.
Dois nomes. Uma mesma cidade. Trajetórias que começaram na política municipal e agora miram Brasília.

Embora concorram ao mesmo cargo e tenham Franco da Rocha como uma de suas principais bases eleitorais, os dois chegam à eleição de pontos bastante diferentes de suas trajetórias políticas.


Kiko entra na disputa carregando o peso e também a vantagem de quem já exerce o mandato. Ex-vereador e prefeito de Franco da Rocha por dois mandatos, foi eleito deputado federal em 2022 e assumiu uma cadeira na Câmara em fevereiro de 2023.


Desde então, passou a dividir sua atuação entre Brasília e sua base política no Estado de São Paulo, mantendo forte ligação com Franco da Rocha e municípios da região. A eleição de 2026, portanto, coloca diante dele uma pergunta diferente daquela feita quatro anos atrás: mais do que apresentar credenciais para chegar a Brasília, Kiko terá de mostrar ao eleitor os resultados produzidos durante seu primeiro mandato.


Valdir da Santa Casa percorre o caminho inverso. Com uma trajetória ligada à Santa Casa, ao legislativo franco-rochense e à política municipal, onde já exerceu mandato de vereador e presidiu a Câmara Municipal, Valdir tenta ampliar sua atuação política e transformar o reconhecimento conquistado regionalmente em uma candidatura competitiva para deputado federal. Filiado ao MDB, ele chega à disputa apostando justamente nessa proximidade com o eleitor da região e na construção de uma candidatura identificada com demandas locais.


É aí que a eleição ganha um componente interessante. Kiko representa a experiência de quem já chegou a Brasília e agora precisa renovar a confiança do eleitor. Valdir representa uma alternativa regional que precisa convencer o eleitor de que pode ocupar esse espaço.

Também são candidaturas inseridas em estruturas políticas distintas. Kiko disputa pelo PT, partido do presidente Lula, e consolidou ao longo dos últimos anos uma atuação que ultrapassou os limites de Franco da Rocha. Valdir concorre pelo MDB e chega à disputa contando com o apoio do governador Tarcísio de Freitas, um dos principais nomes da direita brasileira na atualidade. O desafio do ex-vereador será transformar essa articulação política e sua força local em votos para além de Franco da Rocha. 


Para ambos, entretanto, existe o mesmo problema eleitoral: uma eleição para deputado federal não se vence apenas dentro de uma cidade. São Paulo elege 70 deputados federais e todo o Estado funciona como uma única circunscrição eleitoral. Isso obriga candidatos com forte identidade municipal ou regional a ampliarem suas bases, construírem apoios e buscarem votos em diferentes municípios. É nesse ponto que as próximas semanas deverão mostrar as estratégias dos dois candidatos.

Kiko terá de defender o mandato que já possui e mostrar por que a região deve mantê-lo em Brasília. Valdir terá de demonstrar por que Franco da Rocha e os municípios vizinhos deveriam construir uma segunda alternativa regional para a Câmara dos Deputados. Não se trata, portanto, apenas de uma disputa entre dois nomes.


Para o eleitor de Franco da Rocha e das cidades da região, a eleição coloca lado a lado continuidade e renovação; um mandato federal já em exercício e uma candidatura que tenta chegar a Brasília pela primeira vez.


Até 4 de outubro, será possível medir qual dessas narrativas conseguirá avançar para além das fronteiras de Franco da Rocha. E, principalmente, quanto espaço a região conseguirá conquistar na próxima composição da Câmara dos Deputados.


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