top of page

Após troca de hidrômetros, moradores de Caieiras relatam aumento abusivo nas contas de água da Sabesp

Segundo relatos encaminhados ao jornal, consumidores que pagavam, em média, entre R$ 180 e R$ 190 por mês passaram a receber contas que variam de R$ 390 a R$ 450 logo após a substituição do medidor

Moradores de Caieiras relatam aumentos abusivos nas contas de água após troca de hidrômetros da Sabesp, mesmo com reajuste oficial de apenas 6%.

Moradores de Caieiras têm relatado um problema que vem se repetindo em diferentes bairros da cidade: o aumento expressivo no valor das contas de água após a troca dos hidrômetros realizada pela Sabesp. Em muitos casos, o valor da fatura quase dobrou, sem que houvesse qualquer mudança significativa no consumo.


Segundo relatos encaminhados ao jornal, consumidores que pagavam, em média, entre R$ 180 e R$ 190 por mês passaram a receber contas que variam de R$ 390 a R$ 450 logo após a substituição do medidor. Outro caso, registrado na região central de Caieiras, aponta que uma residência que costumava pagar entre R$ 130 e R$ 140 passou a receber cobrança de quase R$ 300, novamente sem alteração relevante no uso da água.

O problema se agrava diante do contexto vivido no município. Em meio à crise hídrica, moradores também enfrentam cortes frequentes no abastecimento, realizados em períodos pré-determinados. Ou seja, além de ficarem mais tempo sem água, muitos consumidores agora afirmam estar pagando muito mais caro por um serviço irregular.


Moradores de Caieiras relatam aumentos abusivos nas contas de água após troca de hidrômetros da Sabesp, mesmo com reajuste oficial de apenas 6%.
Sem registrar nenhuma alta no consumo, morador relatou que viu o valor disparar após a troca do medidor. De uma média de R$ 150,00, o valor subiu para R$ 262,32.


Contas sobem, explicações não chegam

Os relatos seguem um padrão: logo após a troca do hidrômetro, a leitura registrada dispara, elevando o valor da conta de forma abrupta. Para os moradores, a situação levanta dúvidas sobre a precisão dos novos medidores, a forma de leitura ou até possíveis falhas no processo de substituição.

Até o momento, não há uma explicação clara e pública da Sabesp para os aumentos relatados em Caieiras. O sentimento predominante entre os consumidores é de insegurança e desconfiança, principalmente porque muitos afirmam manter hábitos de consumo semelhantes aos de anos anteriores.


Onde reclamar e como buscar revisão

Diante do número crescente de queixas, é fundamental que os consumidores formalizem as reclamações. A própria Sabesp disponibiliza canais oficiais para contestação de valores e solicitação de revisão de contas:


  • 📞 Central de Atendimento Sabesp: 0800 055 0195

  • 📱 WhatsApp Sabesp: (11) 3388-8000

  • 🌐 Agência Virtual: agenciavirtual.sabesp.com.br

  • 🏢 Atendimento presencial em Caieiras: Rua Amleto Ricciarelli, 81 – Jardim Santo Antônio (mediante agendamento)


Além disso, muitos consumidores têm recorrido ao Reclame Aqui, canal público onde as queixas ficam registradas e visíveis, aumentando a pressão por resposta e solução. O site concentra centenas de reclamações semelhantes envolvendo aumento de contas após a troca de hidrômetros.


Caso a Sabesp não apresente solução satisfatória, o consumidor pode ainda acionar a Arsesp, agência responsável por fiscalizar os serviços de saneamento no Estado de São Paulo. A orientação é guardar todos os protocolos de atendimento antes de registrar a reclamação junto ao órgão regulador.


Moradores cobram uma solução

Para os moradores, o que está em jogo não é apenas o valor da conta, mas a falta de transparência. Em um cenário de dificuldades econômicas, cobranças que dobram de valor sem explicação clara pesam no orçamento das famílias e ampliam o desgaste com a concessionária.


A troca de hidrômetros pode até ser uma medida técnica necessária, mas ela não pode resultar em aumentos abruptos e injustificados, especialmente quando o serviço prestado segue sendo interrompido com frequência.

Vale destacar que a Sabesp teve, de fato, um reajuste tarifário autorizado de aproximadamente 6%, aprovado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e em vigor desde o início de 2026. No entanto, esse percentual não justifica, sob nenhuma ótica técnica ou econômica, aumentos que chegam a quase 100% no valor das contas, como os relatados por moradores de Caieiras após a troca dos hidrômetros. O reajuste é linear e previsível, enquanto as cobranças questionadas indicam uma distorção grave entre consumo real e valores faturados. O cenário gera ainda mais preocupação ao ser analisado no contexto da privatização da companhia, quando a expectativa da população era por mais eficiência, transparência e melhoria no serviço e não por aumentos abruptos, cortes frequentes no abastecimento e cobranças que pesam de forma desproporcional no bolso do consumidor.


O Jornal Primeira Impressão seguirá acompanhando os relatos e cobra uma posição oficial da Sabesp sobre os critérios adotados na substituição dos medidores, a metodologia de leitura e os mecanismos de revisão para os consumidores afetados.

banner_nina (1).png
bottom of page