Após troca de hidrômetros, moradores de Caieiras relatam aumento abusivo nas contas de água da Sabesp
- primeiraimpressaor
- 13 de jan.
- 3 min de leitura
Segundo relatos encaminhados ao jornal, consumidores que pagavam, em média, entre R$ 180 e R$ 190 por mês passaram a receber contas que variam de R$ 390 a R$ 450 logo após a substituição do medidor

Moradores de Caieiras têm relatado um problema que vem se repetindo em diferentes bairros da cidade: o aumento expressivo no valor das contas de água após a troca dos hidrômetros realizada pela Sabesp. Em muitos casos, o valor da fatura quase dobrou, sem que houvesse qualquer mudança significativa no consumo.
Segundo relatos encaminhados ao jornal, consumidores que pagavam, em média, entre R$ 180 e R$ 190 por mês passaram a receber contas que variam de R$ 390 a R$ 450 logo após a substituição do medidor. Outro caso, registrado na região central de Caieiras, aponta que uma residência que costumava pagar entre R$ 130 e R$ 140 passou a receber cobrança de quase R$ 300, novamente sem alteração relevante no uso da água.
O problema se agrava diante do contexto vivido no município. Em meio à crise hídrica, moradores também enfrentam cortes frequentes no abastecimento, realizados em períodos pré-determinados. Ou seja, além de ficarem mais tempo sem água, muitos consumidores agora afirmam estar pagando muito mais caro por um serviço irregular.

Contas sobem, explicações não chegam
Os relatos seguem um padrão: logo após a troca do hidrômetro, a leitura registrada dispara, elevando o valor da conta de forma abrupta. Para os moradores, a situação levanta dúvidas sobre a precisão dos novos medidores, a forma de leitura ou até possíveis falhas no processo de substituição.
Até o momento, não há uma explicação clara e pública da Sabesp para os aumentos relatados em Caieiras. O sentimento predominante entre os consumidores é de insegurança e desconfiança, principalmente porque muitos afirmam manter hábitos de consumo semelhantes aos de anos anteriores.
Onde reclamar e como buscar revisão
Diante do número crescente de queixas, é fundamental que os consumidores formalizem as reclamações. A própria Sabesp disponibiliza canais oficiais para contestação de valores e solicitação de revisão de contas:
📞 Central de Atendimento Sabesp: 0800 055 0195
📱 WhatsApp Sabesp: (11) 3388-8000
🌐 Agência Virtual: agenciavirtual.sabesp.com.br
🏢 Atendimento presencial em Caieiras: Rua Amleto Ricciarelli, 81 – Jardim Santo Antônio (mediante agendamento)
Além disso, muitos consumidores têm recorrido ao Reclame Aqui, canal público onde as queixas ficam registradas e visíveis, aumentando a pressão por resposta e solução. O site concentra centenas de reclamações semelhantes envolvendo aumento de contas após a troca de hidrômetros.
Caso a Sabesp não apresente solução satisfatória, o consumidor pode ainda acionar a Arsesp, agência responsável por fiscalizar os serviços de saneamento no Estado de São Paulo. A orientação é guardar todos os protocolos de atendimento antes de registrar a reclamação junto ao órgão regulador.
Moradores cobram uma solução
Para os moradores, o que está em jogo não é apenas o valor da conta, mas a falta de transparência. Em um cenário de dificuldades econômicas, cobranças que dobram de valor sem explicação clara pesam no orçamento das famílias e ampliam o desgaste com a concessionária.
A troca de hidrômetros pode até ser uma medida técnica necessária, mas ela não pode resultar em aumentos abruptos e injustificados, especialmente quando o serviço prestado segue sendo interrompido com frequência.
Vale destacar que a Sabesp teve, de fato, um reajuste tarifário autorizado de aproximadamente 6%, aprovado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e em vigor desde o início de 2026. No entanto, esse percentual não justifica, sob nenhuma ótica técnica ou econômica, aumentos que chegam a quase 100% no valor das contas, como os relatados por moradores de Caieiras após a troca dos hidrômetros. O reajuste é linear e previsível, enquanto as cobranças questionadas indicam uma distorção grave entre consumo real e valores faturados. O cenário gera ainda mais preocupação ao ser analisado no contexto da privatização da companhia, quando a expectativa da população era por mais eficiência, transparência e melhoria no serviço e não por aumentos abruptos, cortes frequentes no abastecimento e cobranças que pesam de forma desproporcional no bolso do consumidor.
O Jornal Primeira Impressão seguirá acompanhando os relatos e cobra uma posição oficial da Sabesp sobre os critérios adotados na substituição dos medidores, a metodologia de leitura e os mecanismos de revisão para os consumidores afetados.





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