Prefeitura de Caieiras pretende gastar cerca de R$ 50 mil com anões e gnomos
- primeiraimpressaor
- 13 de jan.
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É inegável que decorações, sejam natalinas, de Páscoa ou juninas, costumam chamar a atenção da população. Locais como a Avenida dos Estudantes e o Ecoparque se transformam em pontos de visitação, rendem selfies e movimentam a cidade. No entanto, a pergunta que precisa ser feita é simples e direta: quanto isso custa aos cofres públicos?
De acordo com o Pregão nº 110/2025, disponível para consulta pública, os valores previstos para esse tipo de contratação variam entre R$ 5 mil e R$ 50 mil por item. Somados, os gastos projetados chegam a quase R$ 8 milhões para 2026, montante que, segundo especialistas da área, seria suficiente para a construção de quatro escolas, um hospital ou até dois prontos-socorros.
Para se ter dimensão do gasto, a Prefeitura pretende pagar cerca de R$ 50 mil pela confecção de bonecos classificados como “anões”, “duendes”, “gnomos” ou “crianças”. As peças teriam, no mínimo, 0,80 metro de altura por 0,40 metro de largura, seriam produzidas em isopor revestido com resina, próprias para exposição ao ar livre, com base para fixação no solo e pintura personalizada, conforme proposta apresentada por uma das empresas interessadas no certame.
Já os bonecos descritos como “animais de fazenda”, com dimensões mínimas de 0,40 metro de altura, 0,30 metro de largura e 1,10 metro de comprimento, também confeccionados em isopor revestido em resina, estão orçados em aproximadamente R$ 32,5 mil por unidade.

O caso escancara uma inversão de prioridades da atual gestão, que parece optar por investir pesado em marketing e festejos enquanto áreas essenciais seguem abandonadas. Obras importantes, como a reforma do Teatro Municipal de Caieiras ou a recuperação do NEC Vitória, continuam sem avanços concretos.
É inegável que eventos e comemorações têm seu papel social e cultural. No entanto, diante de um cenário de equipamentos públicos deteriorados e serviços essenciais negligenciados, um gasto de quase R$ 8 milhões com decoração deveria, no mínimo, ser amplamente debatido. O valor poderia ser realocado para áreas que realmente impactam a qualidade de vida da população.
Infelizmente, tudo indica que a velha política do pão e circo deve, mais uma vez, se repetir em nossa cidade.
Para facilitar o acesso, disponilizamos aqui, uma cópia digital da proposta vencedora.








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