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Invasão de moscas: Moradores de Caieiras relatam incômodo

Diante da repercussão, surgiu a informação de que o caminhão do “fumacê” vai estar passando nas ruas da cidade. No entanto, segundo informações, o fumacê não é a medida mais eficaz para esse tipo de situação.

Moradores de Caieiras relatam aumento incomum de moscas em vários bairros. Especialistas explicam por que o fumacê pode não ser suficiente e alertam para riscos à saúde.
Embora moscas não piquem como os mosquitos, elas também representam risco à saúde pública. Ao pousarem em lixo, fezes e resíduos orgânicos e depois em alimentos e superfícies dentro das casas, podem transportar bactérias e outros agentes contaminantes

Moradores de diferentes bairros de Caieiras têm relatado, nos últimos dias, um aumento incomum e preocupante na quantidade de moscas. O que inicialmente poderia parecer algo pontual, típico de períodos mais quentes, passou a ser descrito por muitos como uma verdadeira “invasão”, atingindo tanto áreas externas quanto o interior das residências.


Os relatos recebidos pelo Jornal Primeira Impressão vêm da região Central, do bairro dos Eucaliptos e de outras localidades da cidade, indicando que o problema não estaria restrito a um único ponto específico. Em comum, os moradores destacam que, mesmo reforçando a limpeza doméstica e retirando o lixo diariamente, a presença dos insetos persiste de forma intensa.


Outro morador afirma que, dependendo do calor, torna-se impossível permanecer na varanda. “Temos que fechar as janelas. Dentro de casa também aumentou muito. Ficamos com o ventilador ligado só para elas não ficarem voando em cima da gente”, conta.


Na região Central, a indignação também é evidente. “Nunca vi tanta mosca. Já usei receitas caseiras, repelentes elétricos, spray, lâmpadas específicas, e parece que elas brincam em cima disso tudo. São resistentes”, afirma uma moradora. Outra resume o sentimento de muitos: “Estamos vivendo uma invasão. Elas pousam na gente sem o menor pudor”.

Diante da repercussão, surgiu a informação de que o caminhão do “fumacê” vai estar passando nas ruas da cidade. No entanto, segundo a bióloga Gabriella Miranda, ouvida pela reportagem, que atua na área agrícola e trabalha com controle de pragas, o fumacê não é a medida mais eficaz para esse tipo de situação. A aplicação em forma de névoa é tradicionalmente utilizada para o combate a mosquitos adultos em voo, especialmente o transmissor da dengue, o Aedes aegypti, e não atinge ovos ou larvas.


No caso das moscas domésticas, como a Musca domestica, a reprodução ocorre principalmente em matéria orgânica em decomposição, como lixo, resíduos alimentares e outros focos específicos. O ciclo de vida é rápido e pode se completar em poucos dias, especialmente em períodos de calor. Isso significa que, sem a identificação e eliminação do foco de reprodução, a população tende a se recompor rapidamente, tornando medidas como o fumacê apenas paliativas.


Embora moscas não piquem como os mosquitos, elas também representam risco à saúde pública. Diferentemente do mosquito Aedes aegypti, que transmite doenças como dengue, zika e chikungunya por meio da picada, as moscas domésticas atuam como vetores mecânicos de microrganismos. Ao pousarem em lixo, fezes e resíduos orgânicos e depois em alimentos e superfícies dentro das casas, podem transportar bactérias e outros agentes contaminantes nas patas e no corpo, favorecendo a transmissão de infecções gastrointestinais e outros problemas de saúde.


Moradores de Caieiras relatam aumento incomum de moscas em vários bairros. Especialistas explicam por que o fumacê pode não ser suficiente e alertam para riscos à saúde.
Enquanto respostas oficiais não são apresentadas, moradores seguem lidando com o desconforto diário e demonstram preocupação, especialmente em relação à saúde pública e ao impacto sobre idosos e crianças.

Especialistas apontam que um aumento expressivo na população de moscas pode estar associado a fatores como acúmulo irregular de lixo, descarte inadequado de resíduos orgânicos, falhas na coleta, terrenos com matéria orgânica exposta ou mesmo desequilíbrios ambientais após períodos de chuvas intensas.


A pergunta que fica é: há algum foco específico sendo monitorado pelas autoridades sanitárias? Existe registro de aumento anormal na cidade? Há fiscalização ou ação direcionada para identificação da origem do problema?


Enquanto respostas oficiais não são apresentadas, moradores seguem lidando com o desconforto diário e demonstram preocupação, especialmente em relação à saúde pública e ao impacto sobre idosos e crianças.


O Jornal Primeira Impressão continuará acompanhando o caso e solicita que moradores enviem relatos, fotos e informações sobre a situação em seus bairros, para que seja possível mapear com maior precisão a dimensão do problema na cidade.

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