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Denúncia expõe condições precárias no laboratório de exames da Prefeitura de Caieiras

Uma nova denúncia recebida pelo Jornal Primeira Impressão levanta sérias preocupações sobre as condições de funcionamento do laboratório de exames clínicos da Prefeitura de Caieiras, localizado na Rua Brasil, nº 118, no Jardim Santa Antônio.
Outro fator que gerou insegurança foi a ausência de identificação do laboratório no local. Não havia placa, nome da empresa responsável ou qualquer informação visível que permitisse aos usuários saber quem estava realizando a coleta dos exames.
Outro fator que gerou insegurança foi a ausência de identificação do laboratório no local. Não havia placa, nome da empresa responsável ou qualquer informação visível que permitisse aos usuários saber quem estava realizando a coleta dos exames.

Segundo o relato de uma paciente, que procurou o local na manhã desta quinta-feira (30/01), por volta das 7h10, para realizar um exame de curva glicêmica, procedimento que não é realizado nas UBS, o laboratório apresenta problemas graves de acesso, estrutura física e segurança aos pacientes.

De acordo com a denunciante, o local é de difícil acesso por transporte público, não sendo atendido por linhas de ônibus. A situação afeta principalmente idosos, pessoas com mobilidade reduzida, pacientes que utilizam bengala, mães com crianças de colo e cidadãos que não têm condições financeiras ou conhecimento para utilizar transporte por aplicativo.

“Vi idosos com dificuldade para andar, pessoas em pé, mães com crianças no colo. Quem não tem dinheiro para Uber acaba indo a pé”, relata.

Além do problema de acesso, o espaço físico do laboratório foi duramente criticado. A paciente descreve uma sala de espera extremamente pequena, com poucas cadeiras, má ventilação, sem ar-condicionado ou ventiladores, e sem estrutura mínima para acolher a quantidade de pessoas atendidas diariamente.

Em dias de maior movimento, como o observado pela paciente, parte dos usuários precisa aguardar do lado de fora, exposta ao sol e sem qualquer cobertura. “Se chover, as pessoas simplesmente não têm onde ficar”, afirma.

Outro ponto preocupante é a falta de identificação do laboratório, o que gera confusão e insegurança para quem chega ao local pela primeira vez.


Risco à saúde dos pacientes

A situação se agrava ainda mais diante do risco clínico. A denunciante, que é diabética, afirma que optou por não realizar o exame, após ser alertada pela própria profissional de enfermagem de que, caso passasse mal, não haveria estrutura adequada para socorro no local.

“Se eu passasse mal, onde eu ficaria? Não tem maca, não tem cadeira adequada, não tem espaço. Eu teria que deitar no chão?”, questiona.

O laboratório, segundo o relato, funciona em uma garagem adaptada, onde foi feita apenas uma divisão interna para atendimento, o que levanta dúvidas sobre a adequação do espaço às normas sanitárias e de atendimento à população.


Estrutura pública ociosa gera questionamentos

A paciente também questiona a decisão da Prefeitura em alugar um espaço tão pequeno e inadequado, enquanto o prédio da antiga maternidade, localizado próximo à estação de trem, permanece sem uso.

“Não entendo por que alugar um espaço desse tamanho, se existe um prédio público, maior e melhor localizado, abandonado”, afirma.

Pedido de verificação

A denunciante convida representantes do poder legislativo e executivo a comparecerem ao local entre 7h e 8h da manhã, horário de maior movimento, para confirmar presencialmente a situação relatada. Segundo ela, todas as pessoas presentes no local reclamavam das mesmas condições, reforçando que o problema não é pontual, mas sim estrutural e recorrente.


A reportagem reforça que o acesso à saúde deve ser digno, seguro e humanizado, especialmente para idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas. A população de Caieiras não pode ser exposta a riscos por falta de planejamento, estrutura e sensibilidade na gestão dos serviços públicos.


O Jornal Primeira Impressão deixa o espaço aberto para que a Prefeitura de Caieiras se manifeste oficialmente sobre as denúncias apresentadas, esclarecendo os critérios de escolha do local, as condições de funcionamento do laboratório e se há planos de adequação ou transferência do serviço para um espaço mais apropriado.



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