Fechar o registro, instalar eliminador de ar, perfurar poço: após altas tarifas da SABESP, população repensa o uso da água
- primeiraimpressaor
- há 3 horas
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Contas de água que saltaram de R$ 150 para até R$ 900 levam moradores de Caieiras e da Grande SP a fechar registros, instalar eliminadores de ar e buscar o Procon.

O aumento expressivo nas contas de água tem levado moradores de Caieiras e de diversas cidades da Grande São Paulo a repensarem radicalmente o uso da água dentro de casa. O que antes era tratado como consumo consciente passou a ser uma estratégia de sobrevivência financeira. Relatos apontam que famílias que pagavam em média R$ 150 passaram a receber contas que chegam a R$ 900, mesmo sem aumento significativo no consumo.
Diante desse cenário, muitos consumidores passaram a fechar o registro em determinados períodos do dia, reduzir drasticamente banhos, reaproveitar água e buscar alternativas para tentar conter o impacto das cobranças. A instalação de eliminadores de ar nos encanamentos, antes pouco comentada, virou assunto frequente entre moradores, assim como a avaliação — ainda que extrema — da perfuração de poços artesianos como forma de diminuir a dependência da rede pública.

A sensação generalizada é de insegurança e desconfiança. Mesmo com a adoção de medidas rigorosas de economia, muitos afirmam que as contas continuam elevadas, o que reforça a percepção de que o problema não está apenas no consumo, mas na forma como a água vem sendo medida e cobrada, especialmente após a troca de hidrômetros.
O tema tem gerado mobilização crescente nas redes sociais e levado consumidores a procurar órgãos de proteção, como o Procon, além de registrar queixas em plataformas como o Reclame Aqui e junto à própria concessionária. Especialistas lembram que o consumidor tem direito à contestação da cobrança, à verificação do hidrômetro e à revisão da fatura quando houver indícios de irregularidade.
A água é um bem essencial à vida e um direito básico. Quando famílias passam a viver com medo da próxima conta, algo está fora do equilíbrio. O que se vê hoje é uma população sendo empurrada a soluções extremas para conseguir pagar por um serviço que deveria ser acessível, transparente e justo.








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