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Lei poderia obrigar Sabesp a instalar eliminador de ar em cavaletes

Após milhares de reclamações em São Bernardo do Campo, uma lei obrigou a Sabesp a instalar eliminadores de ar nos cavaletes de água antes dos hidrômetros. Situação semelhante pode ocorrer em Caieiras e região.


Contas de água disparam após troca de hidrômetros e lei pode obrigar Sabesp a instalar eliminador de ar.
Após milhares de reclamações da população em São Bernardo do Campo, o município aprovou uma lei que obriga a Sabesp a instalar eliminadores de ar nos cavaletes, antes do hidrômetro, sem custo para o consumidor quando solicitado

O aumento expressivo nas contas de água após a troca dos hidrômetros pela Sabesp tem gerado revolta entre moradores de Caieiras e de cidades da região. O assunto ganhou força nas redes sociais, com milhares de visualizações e centenas de comentários relatando o mesmo problema: contas que subiram de forma significativa, mesmo sem aumento no consumo.


Parte desse impacto se deve a mudanças recentes na cobrança. Desde janeiro, a Sabesp aplicou um reajuste geral de 6,11% nas tarifas de água e esgoto em todo o Estado de São Paulo. Além disso, houve alteração na tarifa mínima, que passou de 7 metros cúbicos para 10 metros cúbicos, fazendo com que consumidores de baixo consumo já comecem a pagar valores mais altos automaticamente.


Ainda assim, moradores afirmam que esses dois fatores não explicam aumentos que, em alguns casos, chegam a dobrar o valor da fatura. Especialistas apontam que, em regiões com interrupções frequentes no abastecimento, como ocorre em Caieiras, bolsões de ar podem passar pelo hidrômetro e ser registrados como consumo de água, elevando indevidamente a conta.


Situação semelhante ocorreu recentemente em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Após milhares de reclamações da população, o município aprovou uma lei que obriga a Sabesp a instalar eliminadores de ar nos cavaletes, antes do hidrômetro, sem custo para o consumidor quando solicitado. O equipamento impede que o ar passe pelo medidor, garantindo que apenas a água efetivamente consumida seja cobrada. Estimativas técnicas apontam que a medida pode reduzir a conta em até 25% em áreas afetadas por variação no abastecimento.


Diante da mobilização popular em Caieiras e região, cresce a discussão sobre a adoção de medida semelhante, como forma de proteger o consumidor e garantir mais transparência na cobrança. A experiência de São Bernardo do Campo mostra que há caminhos legais possíveis quando o problema é reconhecido e enfrentado.


Enquanto isso, moradores seguem cobrando explicações da Sabesp e providências do poder público, defendendo um princípio simples: ar não pode ser cobrado como água.

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