Ano Novo, Velhos Problemas: os desafios da gestão para 2026
- primeiraimpressaor
- há 7 dias
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O calendário virou, mas os problemas seguem os mesmos. O início de 2026 escancara um cenário que a população já conhece bem: obras paradas, equipamentos públicos abandonados, promessas não cumpridas e uma cidade que continua travando diante de situações previsíveis, sem planejamento e sem respostas claras do poder público.


Entre os símbolos mais evidentes dessa estagnação está o teatro municipal, que permanece fechado há quase dois anos em decorrência das enchentes. O espaço, que deveria ser um polo de cultura e convivência, segue sem qualquer previsão concreta de reabertura, refletindo a falta de prioridade na recuperação de equipamentos essenciais.

Outro ponto crítico é a área do antigo MAC, que foi demolido logo no início do primeiro mandato da atual gestão e que acabou se transformando em um verdadeiro lixão a céu aberto. O local virou, na prática, um “bota-fora” informal da própria prefeitura, escancarando falhas na gestão de resíduos e no zelo com áreas públicas.
Na educação, o cenário é igualmente preocupante. A EMEMI Climene Toigo, que atendia mais de 100 crianças foi demolida, e a promessa oficial era de que as obras de reconstrução teriam início em abril de 2025. O ano passou, 2026 chegou, e até agora nada saiu do papel, no local, invasões frequentes e muito mato, causam revolta na população. Soma-se a isso o fato de que o NEC do Jardim Vitória segue interditado, prejudicando diretamente alunos, famílias e profissionais da educação.

Na saúde, a falta de controle e gestão é visível. O antigo Pronto-Socorro e a Maternidade continuam fechados, com suas instalações se deteriorando dia após dia, sem que a administração apresente uma definição clara sobre o futuro desses espaços. Enquanto isso, a demanda por atendimento só cresce, e a população paga o preço da falta de planejamento.
A mobilidade urbana também se tornou um problema crônico. A cidade literalmente trava por conta da SP-332, e, mesmo diante de um gargalo conhecido, a prefeitura não apresentou até agora nenhum plano de contingência eficaz para minimizar os impactos no trânsito e na rotina da população.

A decisão da Prefeitura de encerrar duas turmas da unidade e transferi-las para o NEC Centro provocou forte reação de pais e responsáveis, ganhando inclusive repercussão nacional ao ser destaque no programa Aqui Agora, do SBT. O episódio escancarou a falta de diálogo e a postura autoritária da Secretaria de Educação, justamente uma pasta que deveria ter na comunicação e na escuta seus principais pilares.
2025: embates, marketing e pouca efetividade
O ano de 2025 ficou marcado pelo constante embate entre o Executivo e parte do Legislativo. Apesar de o prefeito ter publicado, em suas redes sociais, um vídeo exaltando os feitos do ano, o sentimento nas ruas foi outro. O que se viu foi baixa efetividade na resolução de problemas pontuais, muitos deles se arrastando há meses, alguns, há anos.
O balanço do ano resume-se a poucas e pontuais inaugurações, ações de zeladoria que frequentemente falharam e deixaram a população desassistida, além de uma gestão que priorizou a comunicação e o marketing em detrimento de soluções práticas e duradouras.
O mais preocupante é que os problemas não apenas permanecem, como se agravam com o tempo, tornando-se cada vez mais complexos e custosos de resolver. Esse desgaste já começa a ecoar até mesmo dentro de grupos de apoiadores da atual gestão, onde cresce a cobrança por atitudes mais concretas. Nos bastidores, já se fala que, caso não haja mudança de postura, o grupo político do prefeito pode perder espaço e abrir caminho para uma oposição capaz de romper a hegemonia atual.
2026: o ano da decisão
O ano de 2026 não é apenas mais um no calendário. Trata-se de um período decisivo para a política regional. A atual gestão terá de enfrentar, sem discursos vazios, velhos problemas que foram empurrados com a barriga. Isso passa, obrigatoriamente, por uma zeladoria eficiente, manutenção adequada da cidade, retomada de obras paradas e, principalmente, pela resolução de conflitos internos que hoje minam a administração.
Se nada mudar, o sentimento que continuará a prevalecer entre a população é claro:
muito marketing, pouca ação. E, em política, esse desequilíbrio costuma ter consequências.








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