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Caieiras: sessão da Câmara vira show de horrores com insultos, ataques políticos e bate-boca no plenário

há 1 hora
2 min de leitura
Discussão sobre reajuste dos servidores e criação de cargos foi acompanhada por ataques a ex-prefeitos, ofensas entre vereadores e desentendimentos com pessoas que acompanhavam a sessão.

A sessão da Câmara Municipal de Caieiras, realizada na noite de quarta-feira (7), teve de tudo um pouco.
A sessão da Câmara Municipal de Caieiras, realizada na noite de quarta-feira (7), teve de tudo um pouco.

Discussão sobre reajuste dos servidores públicos, questionamentos sobre a criação de novos cargos, ataques a políticos de cidades vizinhas, ofensas pessoais e até bate-boca com pessoas que acompanhavam os trabalhos no plenário. Faltou apenas alguém lembrar que o Legislativo municipal deveria ser, antes de tudo, um espaço para discutir os problemas da cidade.


Um dos principais pontos de divergência foi o projeto relacionado ao aumento dos servidores públicos municipais. Vereadores da oposição questionaram a proposta, alegando que, além de tratar da remuneração do funcionalismo, o texto também contemplaria a criação de novos cargos na administração municipal. A discussão provocou novos atritos entre parlamentares da base governista e da oposição.

Mas o debate não ficou restrito ao funcionalismo. O vereador Lagoinha Josi (PL), protagonizou parte das declarações mais contundentes da noite. Ao defender a administração municipal, dirigiu críticas à cidade de Francisco Morato e fez referências à ex-prefeita Renata Sene (Republicanos), eleita deputada estadual no último domingo (4). A parlamentar eleita, inclusive, recebeu apoio de vereadores de Caieiras durante a campanha eleitoral.


Outro alvo de Josi foi o ex-prefeito de Caieiras, Gersinho Romero. Embora não tenha mencionado seu nome diretamente, o vereador fez referências a um ex-chefe do Executivo que teria governado a cidade durante quatro anos e tido suas contas rejeitadas. Durante a manifestação, utilizou repetidamente o termo “vagabundo”. As referências foram interpretadas como direcionadas a Gersinho, embora a identificação não tenha sido expressamente feita no trecho relatado.


Em outro momento da sessão, a temperatura também subiu entre os vereadores. Panelli chamou o vereador Micael de “imbecil”, ampliando o clima de hostilidade no plenário. Também foram relatadas discussões envolvendo pessoas que acompanhavam presencialmente os trabalhos legislativos.


O episódio chama atenção não apenas pelo vocabulário utilizado, mas pela facilidade com que discussões de interesse público acabam cedendo espaço a confrontos pessoais. O reajuste dos servidores, por exemplo, envolve recursos públicos, planejamento orçamentário e decisões que afetam diretamente trabalhadores municipais. A eventual criação de novos cargos também exige explicações sobre necessidade administrativa, impacto financeiro e critérios de contratação.


São assuntos que merecem debate rigoroso, fiscalização e transparência. Não precisam de uma sessão transformada em disputa de quem consegue falar mais alto ou encontrar o insulto mais ofensivo. Divergências fazem parte da democracia. Vereadores não precisam concordar entre si, muito menos poupar críticas ao governo, à oposição ou a administrações anteriores. O problema começa quando o enfrentamento político deixa de ser sustentado por argumentos e passa a depender de ataques pessoais.


Na sessão de quarta-feira, pelo conjunto dos episódios relatados, o debate político acabou dividido entre o que realmente interessa à população e uma sucessão de confrontos que pouco contribuíram para esclarecer as questões em discussão. A Câmara é a casa de representação dos cidadãos de Caieiras. E o mínimo que se espera de quem ocupa uma cadeira ali é que consiga defender suas posições sem transformar o plenário em palco de ofensas.


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