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Brancos, de famílias tradicionais, contra as cotas e campeões de votos: conheça Eduarda Campopiano e Lucas Pavanato

há 3 minutos
2 min de leitura

Fenômenos da extrema direita nas redes sociais, os dois candidatos do PL receberam quase 5 milhões de votos em São Paulo e também conquistaram milhares de eleitores nas cidades do CIMBAJU


Por trás dos milhões de votos estão dois personagens que transformaram as redes sociais em palanque e acumularam declarações que provocaram fortes reações.
Por trás dos milhões de votos estão dois personagens que transformaram as redes sociais em palanque e acumularam declarações que provocaram fortes reações.

Eles são jovens, brancos, conservadores, bolsonaristas, críticos das cotas raciais e fizeram do confronto ideológico uma das principais marcas de suas trajetórias políticas. Eduarda Campopiano e Lucas Pavanato saíram das Eleições 2026 como dois dos maiores fenômenos eleitorais de São Paulo, e a onda que os levou ao topo das urnas também passou com força pelo CIMBAJU.


Pavanato recebeu 3.038.438 votos para deputado federal. Campopiano conquistou 1.956.238 votos para deputada estadual. Foram quase 5 milhões de votos somados, ainda que para cargos diferentes.


Mas os números são apenas uma parte da história. Por trás dos milhões de votos estão dois personagens que transformaram as redes sociais em palanque e acumularam declarações que provocaram fortes reações.


Campopiano se apresenta como “a maior inimiga das feministas de São Paulo”, já afirmou “eu não acho que feminicídio seja algo que exista”, declarou que “a guerra tá só começando” contra o feminismo e é contrária às cotas raciais. Ao falar sobre aborto, resumiu sua posição: “Eu não quero que o aborto seja proibido, eu quero que o aborto seja impensável.”


Também provocou repercussão ao chamar Erika Hilton de “homem biológico” e ao fazer declarações associando povos indígenas ao canibalismo e à violência contra crianças. As manifestações provocaram reações e representações de adversários; Campopiano negou intenção discriminatória no episódio envolvendo Hilton.


Pavanato segue linha semelhante no enfrentamento das chamadas pautas identitárias. Defende o fim das cotas raciais, propondo critérios socioeconômicos em seu lugar, é contrário ao aborto, defende redução da maioridade penal e anunciou que pretende trabalhar pelo impeachment de Alexandre de Moraes e pela libertação de Jair Bolsonaro.

Depois da eleição, declarou:

“O recado do eleitor foi: nós não concordamos com a agenda identitária.”

Pavanato, aliás, já reconheceu publicamente uma das engrenagens dessa política feita para as redes: o confronto engaja mais do que propostas. Em entrevista durante a campanha, afirmou que não conseguiria fazer uma entrega de emenda viralizar tanto quanto um debate com uma figura da esquerda.


E foi exatamente essa política de confronto que encontrou eco também por aqui.

No CIMBAJU, milhares de eleitores escolheram Pavanato e Campopiano. A votação regional dos dois mostra que o fenômeno político produzido pelas redes sociais ultrapassou os grandes centros e chegou com força a Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha e Mairiporã.


 votação regional dos dois mostra que o fenômeno político produzido pelas redes sociais ultrapassou os grandes centros e chegou com força a Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha e Mairiporã
 votação regional dos dois mostra que o fenômeno político produzido pelas redes sociais ultrapassou os grandes centros e chegou com força a Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha e Mairiporã

E talvez seja essa a fotografia mais interessante deixada pelas urnas: antes mesmo de discutir problemas locais, uma parcela expressiva do eleitorado escolheu candidatos a partir das grandes batalhas ideológicas nacionais.

O algoritmo fez sua parte. A urna mostrou até onde ele chegou.


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