Caieiras: no sistema tem, no balcão não? Paciente questiona estoque de medicamento em Laranjeiras
- primeiraimpressaor
- há 2 horas
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Consulta ao sistema indicava 10 comprimidos disponíveis de Amoxicilina com Clavulanato na Farmácia Laranjeiras, mas paciente relata que não conseguiu retirar o medicamento prescrito.

Um paciente procurou a Farmácia Laranjeiras para retirar Amoxicilina com Clavulanato de Potássio 500 mg + 125 mg, prescrita durante atendimento na rede municipal. Antes de ir ao local, a consulta ao estoque indicava 10 comprimidos disponíveis justamente na Farmácia Laranjeiras.
Ao chegar ao balcão, porém, a história teria sido outra. Segundo relato encaminhado ao Jornal Primeira Impressão, o paciente foi informado inicialmente de que o medicamento não estava disponível na rede. Ao mostrar a consulta com as 10 unidades, teria recebido a explicação de que aquela quantidade seria proveniente de doação. Depois, ainda segundo o relato, foi oferecida uma apresentação de outra dosagem.
Os documentos enviados ao JPI mostram que a receita é para Amoxicilina com Clavulanato 500 mg + 125 mg e que a consulta ao estoque apresentava exatamente a mesma dosagem, com quantidade 10 na Farmácia Laranjeiras.
O print não permite saber se houve atraso na atualização do sistema, algum procedimento específico para medicamentos recebidos por doação ou outra razão para a divergência. Mas deixa uma pergunta bastante simples:
Se o medicamento aparecia como disponível para a população, por que não estava disponível no balcão?
O episódio chama ainda mais atenção porque ocorre poucos dias depois de o JPI revelar que uma representação em tramitação no Tribunal de Contas cita, entre outras questões, supostas negativas de medicamentos pela administração municipal. [LEIA AQUI: Novas denúncias colocam Prefeitura de Caieiras na mira do TCE]
Naquele caso, as alegações ainda não foram confirmadas pelo Tribunal. Em outra fiscalização envolvendo a Prefeitura, porém, o silêncio da administração diante de questionamentos chegou a provocar uma cobrança do próprio conselheiro do TCE: “não cabe o silêncio como resposta”.
No caso da Farmácia Laranjeiras, por enquanto, fica a mesma coisa que apareceu na tela do paciente: uma informação que precisa de explicação.




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