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Água e Luz: serviços essenciais lideram o endividamento da família brasileira

Nos últimos meses, moradores de Caieiras e de diversas cidades da região sentiram no bolso o impacto direto dos aumentos nas contas de serviços públicos.

Primeiro vieram os reajustes, depois as reclamações, as tentativas de solução e a busca por alternativas. Agora, surge uma consequência ainda mais preocupante: o endividamento de famílias inteiras por não conseguirem pagar o básico.


Quando pagar água e luz vira dívida: serviços essenciais lideram o endividamento no Brasil

Levantamentos recentes confirmam o que muitos consumidores já vivem na prática. Dados de entidades como a Serasa Experian e a CNDL mostram que as contas de água e energia elétrica estão entre os principais motivos de negativação de consumidores no Brasil, ficando atrás apenas de dívidas bancárias e de cartão de crédito.


O dado chama atenção porque se trata de serviços essenciais, que não podem ser simplesmente retirados do orçamento. Diferente de uma compra parcelada ou de um gasto eventual, água e energia são despesas fixas. Quando esses serviços sofrem aumentos significativos, o impacto é imediato e direto sobre a renda das famílias.


Em Caieiras, o cenário se agravou após os reajustes aplicados pela Sabesp, que resultaram em contas muito acima da média histórica de diversos consumidores. Relatos recebidos pelo Jornal Primeira Impressão apontam faturas que saltaram de valores próximos a R$ 150 para cobranças superiores a R$ 700 ou até R$ 900, sem que houvesse mudança significativa no consumo.


Diante disso, muitos moradores passaram a buscar alternativas para tentar conter os custos: fechamento de registro, instalação de eliminadores de ar, revisão de hábitos e verificação de possíveis vazamentos ocultos. Ainda assim, nem todos conseguiram resolver o problema a tempo de evitar o acúmulo das dívidas.


Segundo dados nacionais, as dívidas relacionadas a água e luz, já representam uma das maiores fatias do endividamento das famílias brasileiras. O problema não está apenas no valor das contas, mas no efeito em cadeia que elas provocam. Ao priorizar o pagamento dos serviços essenciais, o consumidor acaba atrasando outros compromissos. Quando não consegue pagar nem o básico, a negativação passa a ser uma consequência quase inevitável.

Especialistas apontam que esse tipo de endividamento é especialmente grave porque atinge justamente quem tem menos margem financeira. Serviços públicos não são opcionais e, quando os reajustes não acompanham a realidade da renda da população, o impacto social se amplia.


O resultado começa a aparecer agora de forma silenciosa, mas preocupante: famílias endividadas simplesmente por tentar manter água e luz em casa. Um cenário que reforça a necessidade de maior equilíbrio entre a prestação de serviços essenciais e a capacidade de pagamento da população.





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