Relato de leitora alerta sobre transtornos após transferência de despachante em Franco da Rocha
- primeiraimpressaor
- 6 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 7 de jan.
Uma leitora procurou o Jornal Primeira Impressão para relatar situação delicada vivida após a transferência de um despachante tradicional da cidade, que atuava há mais de 30 anos no centro do município.

Segundo o relato, o negócio pertencia à Evanir, conhecida na cidade como Sol, que no ano passado decidiu passar o ponto por meio de contrato de arrendamento a uma funcionária que trabalhava no local havia quase duas décadas. A ex proprietária afirma que todo o processo foi formalizado, incluindo a assinatura de contrato, a baixa do CNPJ, demissão dos colaboradores e o encerramento da inscrição junto à prefeitura, não restando qualquer vínculo jurídico da antiga proprietária com a atividade.
Ocorre que, de acordo com relatos (abaixo) após assumir o despachante, a nova responsável teria recebido valores de diversos clientes, mas não teria concluído a documentação contratada. Com o acúmulo de pendências, o escritório acabou sendo fechado.
O problema, conforme o relato, é que clientes lesados passaram a procurar a antiga proprietária, uma idosa de 70 anos, com a saúde fragilizada, após terem sido orientados a “resolver a situação” diretamente com ela. A ex proprietária e sua família afirmam que a antiga dona não possui qualquer responsabilidade sobre os serviços prestados após a transferência do ponto. O jornal teve acesso aos documentos:
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Marcelo Oliveira, de 41 anos, que frequentava o estabelecimento há duas décadas, desabafou em áudio enviado à família sobre um prejuízo de quase R$ 6 mil referente à documentação de um carro.
“Eu já sou cliente seu há 20 anos, não sabia que você teria passado para essa Priscila... Eu e minha família não vamos poder sair [viajar], vamos ter que ficar em casa mesmo, porque eu não vou ter esse dinheiro para fazer o documento em outro canto”, lamentou Marcelo, ressaltando que o local era uma "referência total na cidade" antes da mudança.
Em outro áudio recebido pela família, um cliente expõe a necessidade de recorrer à justiça, não apenas pelo valor pago, mas pelo dinheiro que está deixando de ganhar com o carro parado:
“Eu não queria ir para a justiça... mas eu tenho que ir para que eu receba de volta meu dinheiro, que eu receba de volta meus documentos... tô sem andar com o carro, sem me movimentar, tô perdendo dinheiro”, afirmou o cliente, evidenciando o clima de tensão que recai sobre quem não responde mais pelo negócio.
Diante dos fatos, a família informou que registrou um boletim de ocorrência para preservação de direitos em posse documentação comprobatória da transferência do ponto e do encerramento das atividades em nome da antiga proprietária.
A situação tem causado grande desgaste emocional. Trata-se de alguém que não tem mais relação com o negócio e que, ainda assim, passou a ser cobrada por problemas que não criou”, relata a leitora.
O Jornal Primeira Impressão publica o relato como forma de esclarecimento à população e alerta a possíveis clientes, reforçando a importância de verificar a regularidade de serviços contratados e a responsabilidade legal de cada estabelecimento.
Caso outro leitor tenha sido uma vítima a orientação é a de procurar as autoridades locais, bem como o Tribunal de Pequenas Causas.










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