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Relato de leitora alerta sobre transtornos após transferência de despachante em Franco da Rocha

Atualizado: 7 de jan.

Uma leitora procurou o Jornal Primeira Impressão para relatar situação delicada vivida após a transferência de um despachante tradicional da cidade, que atuava há mais de 30 anos no centro do município.

Após a transferência de um despachante com mais de 30 anos de atuação em Franco da Rocha, clientes relatam prejuízos financeiros e passam a procurar a antiga proprietária, uma idosa de 70 anos, que afirma não ter mais vínculo com o negócio. O caso já foi registrado em boletim de ocorrência.
Leitora alerta sobre transtornos após transferência de Despachante em Franco da Rocha

Segundo o relato, o negócio pertencia à Evanir, conhecida na cidade como Sol, que no ano passado decidiu passar o ponto por meio de contrato de arrendamento a uma funcionária que trabalhava no local havia quase duas décadas. A ex proprietária afirma que todo o processo foi formalizado, incluindo a assinatura de contrato, a baixa do CNPJ, demissão dos colaboradores e o encerramento da inscrição junto à prefeitura, não restando qualquer vínculo jurídico da antiga proprietária com a atividade.


Ocorre que, de acordo com relatos (abaixo) após assumir o despachante, a nova responsável teria recebido valores de diversos clientes, mas não teria concluído a documentação contratada. Com o acúmulo de pendências, o escritório acabou sendo fechado.


O problema, conforme o relato, é que clientes lesados passaram a procurar a antiga proprietária, uma idosa de 70 anos, com a saúde fragilizada, após terem sido orientados a “resolver a situação” diretamente com ela. A ex proprietária e sua família afirmam que a antiga dona não possui qualquer responsabilidade sobre os serviços prestados após a transferência do ponto. O jornal teve acesso aos documentos:


Leitora relata transtornos após transferência de despachante tradicional em Franco da Rocha
Leitora relata transtornos após transferência de despachante tradicional em Franco da Rocha

Marcelo Oliveira, de 41 anos, que frequentava o estabelecimento há duas décadas, desabafou em áudio enviado à família sobre um prejuízo de quase R$ 6 mil referente à documentação de um carro.


“Eu já sou cliente seu há 20 anos, não sabia que você teria passado para essa Priscila... Eu e minha família não vamos poder sair [viajar], vamos ter que ficar em casa mesmo, porque eu não vou ter esse dinheiro para fazer o documento em outro canto”, lamentou Marcelo, ressaltando que o local era uma "referência total na cidade" antes da mudança.

Em outro áudio recebido pela família, um cliente expõe a necessidade de recorrer à justiça, não apenas pelo valor pago, mas pelo dinheiro que está deixando de ganhar com o carro parado:


“Eu não queria ir para a justiça... mas eu tenho que ir para que eu receba de volta meu dinheiro, que eu receba de volta meus documentos... tô sem andar com o carro, sem me movimentar, tô perdendo dinheiro”, afirmou o cliente, evidenciando o clima de tensão que recai sobre quem não responde mais pelo negócio.

Diante dos fatos, a família informou que registrou um boletim de ocorrência para preservação de direitos em posse documentação comprobatória da transferência do ponto e do encerramento das atividades em nome da antiga proprietária.


A situação tem causado grande desgaste emocional. Trata-se de alguém que não tem mais relação com o negócio e que, ainda assim, passou a ser cobrada por problemas que não criou”, relata a leitora.

O Jornal Primeira Impressão publica o relato como forma de esclarecimento à população e alerta a possíveis clientes, reforçando a importância de verificar a regularidade de serviços contratados e a responsabilidade legal de cada estabelecimento.


Caso outro leitor tenha sido uma vítima a orientação é a de procurar as autoridades locais, bem como o Tribunal de Pequenas Causas.


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