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Fama não garante voto: de Datena a Caneta Azul, famosos ficam pelo caminho nas Eleições 2026

há 1 hora
2 min de leitura

Apresentadores, cantores, influenciadores e antigos ídolos do futebol tentaram trocar a popularidade por uma cadeira no Legislativo, mas descobriram que urna não distribui voto por número de seguidores



Eles têm milhões de seguidores, anos de televisão, músicas conhecidas pelo país inteiro e, em alguns casos, currículos recheados de gols e estádios lotados. Mas as Eleições 2026 deram mais uma demonstração de que existe uma distância considerável entre ser reconhecido na rua e convencer o eleitor diante da urna.


A lista de famosos que entraram na disputa e ficaram sem mandato é grande e bastante eclética. Tem apresentador, cantor, influenciador, ex-jogador, técnico de futebol e até personagem conhecido da televisão. Um verdadeiro elenco de horário nobre, só que sem final feliz eleitoral.


Em São Paulo, Datena disputou uma vaga de deputado federal e recebeu 51.078 votos. Foi uma das maiores votações entre os famosos que não conseguiram se eleger no estado. Sikêra Jr. também tentou chegar à Câmara dos Deputados e terminou a eleição com 37.068 votos.


Na sequência aparecem nomes bastante conhecidos da televisão. Silvia Abravanel recebeu 22.472 votos; Rachel Sheherazade, 22.453; Netinho de Paula, 19.337; Jean Wyllys, 18.073; Xaropinho, 15.382; e Geraldo Luís, 10.176 votos. Todos disputaram uma cadeira de deputado federal por São Paulo, mas não conseguiram se eleger.

A música também entrou na disputa. MC Gui recebeu 7.378 votos, enquanto Manoel Gomes, o Caneta Azul, conseguiu 7.239. Pelo menos desta vez, o famoso “caneta azul, azul caneta” não foi suficiente para pintar de azul uma cadeira em Brasília.


Val Marchiori, com 5.095 votos, também ficou fora da Câmara. Já Marquito, conhecido principalmente por sua trajetória no programa do Ratinho, tentou uma vaga de deputado estadual em São Paulo e recebeu 1.596 votos.


Fora de São Paulo, a lista continua. Antônia Fontenelle disputou uma cadeira de deputada federal pelo Rio de Janeiro e recebeu 3.863 votos. Inês Brasil concorreu a deputada estadual e terminou com 3.129, enquanto o ator Humberto Martins obteve 1.124 votos na disputa para deputado federal.


Até Tiririca, personagem que durante anos conseguiu transformar fama em votação expressiva, ficou pelo caminho desta vez. Candidato a deputado federal pelo Ceará, recebeu pouco mais de 5,5 mil votos e não conseguiu retornar à Câmara.


E se televisão e música não garantiram mandato, o futebol também descobriu que urna é bem diferente de arquibancada.


O ex-atacante Luís Fabiano, o Fabuloso, disputou uma cadeira de deputado federal por São Paulo e recebeu 9.613 votos. Finazzi, outro nome conhecido dos gramados paulistas, conseguiu 1.069.


No Distrito Federal, Marcelinho Carioca recebeu 2.494 votos na disputa para deputado federal. No Rio de Janeiro, Edmundo, o Animal, chegou a 35.725 votos, mas também não conquistou uma cadeira.


Até o banco de reservas teve representante. O técnico Vanderlei Luxemburgo entrou na disputa pelo Senado no Tocantins e recebeu mais de 68 mil votos, sem conseguir uma das vagas.


A eleição deixa uma curiosidade interessante. Nas redes sociais, alguns desses nomes acumulam centenas de milhares, ou milhões de seguidores. Na televisão, são reconhecidos instantaneamente. No futebol, alguns fizeram multidões gritarem seus nomes. Na urna, porém, a lógica é outra.

Confira lista abaixo a lista completa:


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