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Cajamar: morte de professora é tratada como suspeita; marido é investigado por possível feminicídio

há 9 minutos
2 min de leitura

Segundo familiares, Aline queria terminar o relacionamento, mas teria medo da reação do marido. O irmão da professora relatou episódios anteriores de agressão e descreveu o comportamento dele como marcado por “ciúme possessivo”. A versão integra a investigação da Polícia Civil.


Aline foi encontrada morta após ser atingida por um disparo de arma de fogo
Aline foi encontrada morta após ser atingida por um disparo de arma de fogo

A morte da professora Aline Alves Bugni, de 31 anos, dentro da residência da família em Cajamar, na noite de domingo (27), é investigada pela Polícia Civil. O marido, o policial penal Felipe Arthur Bugni, de 40 anos, foi preso em flagrante. Apesar das suspeitas, o caso foi registrado inicialmente como morte suspeita, e exames da Polícia Científica deverão esclarecer a dinâmica do disparo.


Aline foi encontrada morta após ser atingida por um disparo de arma de fogo. Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, Felipe afirmou que estava fora do quarto quando ouviu o tiro e encontrou a mulher ferida. A polícia apontou haver dúvidas sobre a hipótese de suicídio, e um possível feminicídio está entre as linhas de investigação.


Os depoimentos dos familiares acrescentaram novos elementos ao caso. Segundo parentes, Aline já havia manifestado vontade de terminar o relacionamento, mas teria medo da reação do marido. O irmão da professora relatou episódios anteriores de agressão e afirmou que Felipe demonstrava “ciúme possessivo”. A família também relata que Aline vinha sendo afastada do convívio com parentes.

Após a morte, o pai de Aline teria sido agredido ao confrontar o genro e precisou de atendimento médico. Felipe também foi preso por lesão corporal, ameaça e violência doméstica e psicológica. Duas armas, carregadores e celulares foram apreendidos e deverão passar por perícia.


A Corregedoria da Polícia Penal acompanha o caso. A conclusão sobre o que aconteceu dentro da residência dependerá dos depoimentos, dos vestígios recolhidos e dos laudos produzidos pela Polícia Científica.


Aline era professora e deixa uma filha de 6 anos.


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