As academias com piscina em Caieiras estão seguindo protocolos de segurança química?
- primeiraimpressaor
- há 2 horas
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A morte da jovem Juliana Faustino Bassetto, em São Paulo, após suspeita de intoxicação causada por reação química em piscina de academia, não pode ser tratada como um caso isolado ou distante da nossa realidade. Segundo informações divulgadas na investigação, a manipulação de produtos químicos teria sido feita de forma inadequada, gerando liberação de gás tóxico em ambiente fechado. Relatos apontam que não havia profissional técnico especializado no momento da ocorrência, fato que, se confirmado, escancara uma grave falha de segurança.

O episódio levanta uma pergunta inevitável: as academias e piscinas da nossa região seguem protocolos rigorosos de controle químico?
Piscinas exigem acompanhamento técnico permanente. Cloro e outros agentes de tratamento são essenciais, mas quando manipulados de forma incorreta podem provocar reações perigosas, liberando gases capazes de causar irritação severa, intoxicação pulmonar e, em situações extremas, morte.
Em Caieiras, além de academias privadas, o município mantém piscinas públicas utilizadas por crianças, adolescentes e idosos em atividades esportivas e programas sociais. E é justamente aqui que a discussão se torna ainda mais séria.
Como está sendo feito o controle químico dessas piscinas públicas? Existe responsável técnico formalmente designado? Há laudos periódicos de qualidade da água? A ventilação dos ambientes fechados é adequada?

Não se trata de alarmismo, mas de prevenção. O caso da capital mostrou que um erro no manuseio de produtos pode ter consequências irreversíveis. Segurança química não é detalhe administrativo, é política pública de saúde.
Pais que matriculam filhos em aulas de natação precisam ter confiança absoluta de que o ambiente é seguro. Frequentadores de hidroginástica e projetos esportivos também.
O próprio usuário pode observar sinais de alerta: cheiro excessivamente forte de cloro, ardência intensa nos olhos, irritação respiratória ou mal-estar imediato durante a aula não são normais e devem ser comunicados.
A tragédia ocorrida em São Paulo serve como alerta nacional. A prevenção depende de fiscalização, protocolos claros, capacitação técnica e transparência. A pergunta que fica é simples e direta: estamos realmente atentos à segurança das piscinas que nossos filhos utilizam?







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