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Servidores públicos de Caieiras aprovam paralisação e apontam falta de diálogo com a administração municipal

Documento oficial do sindicato aponta falta de diálogo, ausência de respostas concretas e possível descumprimento de revisão do Estatuto dos Servidores


Sindicato aponta falta de diálogo, denúncias de pressão interna e ausência de respostas às reivindicações da categoria.
Em Assembléia realizada na noite de quinta-feira dia 14 de maio, a maioria dos servidores entenderam que a paralisação total seria a medida “mais adequada diante da ausência de respostas concretas às reivindicações da categoria

O clima entre os servidores públicos municipais de Caieiras e a administração municipal parece ter chegado a um dos momentos mais delicados dos últimos anos. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autárquicos de Caieiras (SINSERPUCA) encaminhou oficialmente à Prefeitura um comunicado informando a deliberação de paralisação das atividades do funcionalismo público municipal no próximo dia 26 de maio de 2026.


A decisão foi aprovada durante Assembleia Extraordinária realizada no último dia 14 de maio, após votação entre os servidores presentes. Segundo o documento, antes da decisão pela paralisação total, chegaram a ser debatidas alternativas como manifestações sem interrupção dos serviços e até paralisações parciais. No entanto, de acordo com o sindicato, a maioria dos servidores entendeu que a paralisação total seria a medida “mais adequada diante da ausência de respostas concretas às reivindicações da categoria”.


O documento, assinado pelo presidente do SINSERPUCA, Almiro Teixeira Macedo Junior, traz críticas diretas à condução administrativa da Prefeitura, apontando “ausência de avanços administrativos concretos”, “falta de diálogo efetivo” e “inércia do Poder Executivo Municipal” diante das demandas históricas do funcionalismo.

Entre os pontos mais sensíveis apresentados pelo sindicato está a questão envolvendo o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais. O sindicato afirma que a própria legislação municipal prevê, em seu artigo 307, a necessidade de reformulação e revisão do estatuto no prazo máximo de cinco anos após sua vigência, situação que, segundo o documento, ainda não teria sido cumprida pela administração municipal.


O sindicato também afirma que já teria protocolado anteriormente um pedido formal de revisão através do Ofício 73/2025, registrado sob protocolo em outubro do ano passado.

Outro trecho que chama atenção no documento é a menção à ausência de adequação à Lei Federal nº 226/2026. Segundo o sindicato, a situação estaria gerando “insegurança funcional e profundo descontentamento entre os servidores municipais”.


Apesar do tom crítico, o sindicato adota uma linha institucional ao longo de todo o documento e afirma permanecer aberto ao diálogo com a administração municipal “na construção de soluções administrativas que possam evitar maiores prejuízos à prestação dos serviços públicos e aos servidores municipais”.


O documento, assinado pelo presidente do SINSERPUCA, Almiro Teixeira Macedo Junior, traz críticas diretas à condução administrativa da Prefeitura, apontando “ausência de avanços administrativos concretos”, “falta de diálogo efetivo” e “inércia do Poder Executivo Municipal” diante das demandas históricas do funcionalismo.
Entre os relatos apresentados por servidores e munícipes, aparecem reclamações sobre falta de funcionários, sobrecarga de trabalho, pressão interna e até denúncias de assédio moral dentro de setores da administração pública municipal.

A paralisação, caso confirmada, poderá impactar diretamente diversos setores da administração pública municipal, dependendo da adesão dos servidores ao movimento. O direito de greve e paralisação dos trabalhadores, inclusive, é garantido pelo artigo 9º da Constituição Federal, ponto também citado pelo próprio sindicato no documento encaminhado à Prefeitura.


O movimento acontece justamente em um momento em que diversas denúncias envolvendo setores da administração municipal vêm ganhando repercussão nas últimas semanas, principalmente nas áreas da Saúde e Educação. Entre os relatos apresentados por servidores e munícipes, aparecem reclamações sobre falta de funcionários, sobrecarga de trabalho, pressão interna e até denúncias de assédio moral dentro de setores da administração pública municipal.


Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Caieiras ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o comunicado do sindicato.

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