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Paralisação expõe desgaste entre Prefeitura e funcionalismo em Caieiras

A paralisação dos serviços públicos realizada nesta terça-feira (26), expõe um movimento que, nos bastidores políticos e administrativos da cidade, já é tratado como reflexo direto do desgaste crescente entre o funcionalismo e a atual administração municipal.

Vamos lutar por nossos direitos, chega de assédio, chega de sermos os últimos a serem lembrados. Nós que movemos a cidade, somos 2 mil anônimos que saem de casa para cuidar da segurança, da educação, da saúde, das obras e manutenções da cidade,
Vamos lutar por nossos direitos, chega de assédio, chega de sermos os últimos a serem lembrados. Nós que movemos a cidade, somos 2 mil anônimos que saem de casa para cuidar da segurança, da educação, da saúde, das obras e manutenções da cidade,

A mobilização conduzida pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Caieiras (SINSERPUCA), divulgou nota pública alegando falta de avanços nas negociações relacionadas às pautas da categoria, insuficiência de efetivo em diversos setores, dificuldades estruturais e ausência de diálogo por parte do governo municipal.


Embora a nota do sindicato mantenha um tom institucional e moderado, o conteúdo deixa claro que a paralisação não teria ocorrido apenas por questões salariais, mas principalmente pelo que os servidores classificam como um ambiente de desgaste, desvalorização e falta de construção de entendimento entre as partes.Nos bastidores, o clima é descrito como um dos momentos mais delicados da relação entre servidores e Prefeitura nos últimos anos.


A percepção de parte do funcionalismo é de que a atual administração tem adotado uma postura mais voltada ao enfrentamento do que propriamente à negociação. Segundo relatos ouvidos pela reportagem, falta hoje dentro da estrutura administrativa alguém com capacidade de interlocução direta junto aos servidores, alguém que consiga construir pontes, abrir diálogo e reduzir os conflitos antes que eles escalem para situações mais graves.

Esse cenário, segundo avaliações políticas feitas nos bastidores da cidade, não se limita apenas à relação com os servidores públicos municipais. A dificuldade de diálogo também vem sendo percebida em episódios envolvendo vereadores de oposição, debates públicos e discussões administrativas recentes, ampliando a sensação de tensão política dentro do município.


Na própria nota divulgada pelo sindicato, um dos trechos que mais chama atenção afirma que, mesmo após a comunicação formal da paralisação, “não houve por parte da Prefeitura Municipal qualquer tentativa de diálogo ou construção de alternativas que pudessem evitar a mobilização”. A declaração acaba transferindo diretamente para o Executivo a responsabilidade pelo agravamento da crise.


Os manifestantes seguiram até o Paço Municipal na tentativa de abrir um canal direto de conversa com o prefeito. No entanto, até o encerramento do ato, não houve reunião com o chefe do Executivo.
Os manifestantes seguiram até o Paço Municipal na tentativa de abrir um canal direto de conversa com o prefeito. No entanto, até o encerramento do ato, não houve reunião com o chefe do Executivo.

Outro ponto importante revelado pelo sindicato é que já foi protocolado um pedido de mediação judicial junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, numa tentativa de buscar uma solução institucional para o impasse.


Ainda segundo o SINSERPUCA, os servidores afirmam ter plena consciência dos impactos que uma paralisação causa à população, mas argumentam que os próprios trabalhadores vêm sofrendo diariamente os reflexos da falta de efetivo, da sobrecarga e das dificuldades estruturais enfrentadas dentro dos serviços públicos municipais.

A expectativa agora gira em torno da reação da administração municipal diante de um movimento que já ultrapassa a esfera sindical e começa a ganhar contornos políticos cada vez mais evidentes dentro da cidade.


“Vamos lutar por nossos direitos, chega de assédio, chega de sermos os últimos a serem lembrados. Nós que movemos a cidade, somos 2 mil anônimos que saem de casa para cuidar da segurança, da educação, da saúde, das obras e manutenções da cidade, dos que cuidam e alimentam os filhos dos munícipes e muitos outros mais que não citei aqui. Vamos mostrar nosso valor nas rua.”Almiro Macedo Junior - Presidente do sinserpucacaieiras




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