Operação contra fraude bilionária no setor plástico atinge Caieiras e Franco da Rocha
- primeiraimpressaor
- há 3 dias
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Receita Federal, Procuradoria da Fazenda Nacional e forças estaduais cumprem mandados em cidades da região em investigação que apura esquema de sonegação superior a R$ 2,5 bilhões

Uma megaoperação deflagrada nesta quarta-feira pela Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), Polícia Civil e outros órgãos estaduais colocou Caieiras e Franco da Rocha no centro de uma das maiores investigações fiscais do país em 2026. Batizada de “Operação Refugo”, a ação mira um suposto esquema bilionário de fraude tributária envolvendo empresas do setor plástico.
Segundo os órgãos responsáveis, o prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 2,5 bilhões. A investigação aponta a existência de uma estrutura empresarial complexa, que teria utilizado aproximadamente 60 empresas de fachada para emissão de notas fiscais frias, geração de créditos tributários fictícios e ocultação patrimonial.
Ao todo, mais de 530 agentes públicos participam da operação, que cumpre 46 mandados de busca e apreensão em 14 municípios paulistas, entre eles Caieiras e Franco da Rocha. Também aparecem na lista cidades como São Paulo, Guarulhos, Barueri, Jundiaí e São Bernardo do Campo.
De acordo com as informações divulgadas pelos investigadores, o grupo suspeito teria criado mecanismos para reduzir artificialmente o pagamento de tributos como ICMS, IPI, PIS, Cofins e Imposto de Renda. A suspeita é de que empresas eram abertas em nome de terceiros ou laranjas para simular operações comerciais inexistentes, criando créditos fiscais fraudulentos utilizados por empresas do setor.

A operação também chama atenção pelo momento em que ocorre. Nos últimos meses, órgãos federais intensificaram o combate a estruturas sofisticadas de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, especialmente em setores industriais de alta movimentação financeira.
Apesar da divulgação dos municípios envolvidos, até o momento os órgãos responsáveis não divulgaram oficialmente os nomes das empresas ou dos investigados ligados especificamente às ações realizadas em Caieiras e Franco da Rocha.
A Receita Federal informou que as investigações seguem em andamento e que o objetivo é interromper a continuidade das fraudes, recuperar ativos e responsabilizar criminalmente os envolvidos no esquema.




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