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Caieiras: Sindicato protocola documento e pede novo projeto para reajuste dos servidores ainda em 2026

SINSERPUCA protocolou pedido para que Prefeitura envie proposta exclusiva do reajuste; Procuradoria da Câmara confirma que não há impedimento para nova votação.


Sindicato protocola pedido para que Prefeitura de Caieiras envie novo projeto de reajuste dos servidores. Procuradoria confirma que proposta pode voltar à Câmara em 2026.
Presidente do SINSERPUCA, Almiro Macedo Junior, o Macedo, divulgou um vídeo nesta quarta-feira explicando a iniciativa e defendendo o encaminhamento de uma nova proposta.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autárquicos de Caieiras (SINSERPUCA) protocolou nesta quarta-feira (12) um pedido para que a Prefeitura encaminhe à Câmara um novo Projeto de Lei Complementar tratando exclusivamente do reajuste dos servidores.

A iniciativa ocorre após a rejeição do PLC nº 004/2026, que reuniu em uma mesma proposta a recomposição salarial dos servidores, reestruturação administrativa e criação de cargos comissionados.


No documento, o Sindicato pede que a questão salarial seja agora tratada separadamente, mantendo a RGA de 4,14%, aumento real de 8,40% para o Magistério e 5,86% para as demais categorias, com efeitos retroativos a 1º de maio. A entidade também lembra que a recomposição no patamar de 10% foi compromisso assumido com os servidores durante as negociações realizadas em 2024.


Macedo informou ainda que encaminhou, por e-mail, a todos os vereadores de Caieiras um termo de compromisso. No documento, o Sindicato pede que os parlamentares se comprometam a votar favoravelmente ao reajuste dos servidores caso a Prefeitura desmembre a proposta e encaminhe à Câmara um novo projeto tratando exclusivamente do aumento salarial.

Presidente do SINSERPUCA, Almiro Macedo Junior, o Macedo, divulgou um vídeo nesta quarta-feira explicando a iniciativa e defendendo o encaminhamento de uma nova proposta. A movimentação ganha força diante do entendimento da Procuradoria da Câmara Municipal. Após a rejeição do projeto, a Prefeitura afirmou que a Lei Orgânica impediria que a matéria fosse reapresentada ainda neste ano.


Consultada pelo Jornal Primeira Impressão, porém, a Procuradoria informou que não existe esse impedimento. Segundo o órgão, a restrição prevista no artigo 71, §4º, da Lei Orgânica refere-se especificamente a emendas à própria Lei Orgânica, não impedindo a apresentação de um novo Projeto de Lei Complementar.


“Matéria constante em projeto de lei complementar pode ser objeto de nova proposta sem qualquer impedimento”, informou a Procuradoria ao Primeira Impressão. O próprio Sindicato também sustenta no ofício que uma nova proposta exclusivamente salarial teria objeto distinto do projeto rejeitado e informa que está buscando o compromisso formal dos vereadores para a aprovação de um projeto voltado exclusivamente aos servidores.

Com o pedido oficialmente protocolado e o entendimento da Procuradoria da Câmara, há caminho para que o reajuste volte à votação ainda em 2026. Para isso, falta agora uma decisão do Executivo: encaminhar ou não um novo projeto à Câmara.


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