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70 anos de espera: Bairro de Caieiras começa a receber água potável

Nesta fase, a Companhia entregou o primeiro dos dois reservatórios previstos para o sistema. Com capacidade ampliada, a nova estrutura permitirá que o abastecimento deixe de depender exclusivamente do sistema comunitário mantido pelos próprios moradores ao longo de décadas.

Até hoje, o Santa Inês utilizava uma estrutura construída e operada pela comunidade, composta por reservatório, poços e sistema próprio de tratamento da água.
Até hoje, o Santa Inês utilizava uma estrutura construída e operada pela comunidade, composta por reservatório, poços e sistema próprio de tratamento da água.

Depois de aproximadamente sete décadas de espera, os moradores do bairro Santa Inês, em Caieiras, começaram a acompanhar a implantação do primeiro sistema oficial de abastecimento de água tratada da comunidade. A obra, executada pela Sabesp, representa um avanço importante para centenas de famílias, mas também evidencia uma realidade que chama a atenção: um serviço essencial demorou cerca de 70 anos para chegar a um bairro ocupado desde a década de 1950.


O empreendimento prevê investimentos de R$ 10,7 milhões e beneficiará aproximadamente 500 imóveis, o equivalente a cerca de 1.500 moradores. Nesta fase, a Companhia entregou o primeiro dos dois reservatórios previstos para o sistema. Com capacidade ampliada, a nova estrutura permitirá que o abastecimento deixe de depender exclusivamente do sistema comunitário mantido pelos próprios moradores ao longo de décadas.


Até hoje, o Santa Inês utilizava uma estrutura construída e operada pela comunidade, composta por reservatório, poços e sistema próprio de tratamento da água. Com a conclusão das obras, a Sabesp assumirá gradualmente a operação do abastecimento, incorporando novas estruturas e ampliando a capacidade de atendimento para todo o bairro.

Além dos reservatórios, o projeto contempla dois poços tubulares profundos, elevatória de água tratada, casa de química para tratamento, redes de adução e distribuição, válvulas redutoras de pressão e ligações domiciliares. Segundo o cronograma divulgado pela Companhia, as ligações dos imóveis deverão começar nos próximos meses, com conclusão da obra prevista para dezembro deste ano.


Durante visita às obras, a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, afirmou que a implantação do sistema representa um investimento em qualidade de vida e saúde pública, destacando que a ampliação da infraestrutura de saneamento faz parte do plano estadual de universalização dos serviços.


Embora a chegada da rede oficial represente uma conquista para a comunidade, a obra também levanta um questionamento inevitável. O fato de um bairro consolidado há cerca de 70 anos somente agora começar a receber um sistema oficial de abastecimento evidencia o tamanho do descaso histórico do poder público com a região. Afinal, o acesso à água tratada não é apenas uma melhoria na infraestrutura urbana, mas um serviço básico, diretamente ligado à saúde, à dignidade e à qualidade de vida da população.

Com a conclusão do empreendimento, a expectativa é que o sistema amplie significativamente a capacidade de abastecimento do Santa Inês, encerrando uma espera que atravessou gerações de moradores e iniciando uma nova etapa para o bairro.


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