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Decisão da Justiça libera votação do reajuste, mas pedido de vistas da base governista adia aumento dos servidores

Mesmo após decisão liminar da Justiça determinar a separação entre o reajuste dos servidores municipais e a criação de mais de 150 cargos comissionados, um pedido de vistas apresentado pelo vereador Nelsinho Fiore acabou adiando novamente a votação do aumento salarial do funcionalismo. Em uma das maiores controvérsias recentes do Legislativo caieirense, a sessão foi marcada por embates entre vereadores, discussões nas galerias e acusações de manobra política.

Mesmo após uma decisão liminar da Justiça determinar a separação entre o reajuste dos servidores municipais e a criação de novos cargos comissionados, a Câmara Municipal de Caieiras voltou a registrar uma sessão marcada por embates políticos, discussões acaloradas e forte participação do público.


Justiça manda separar reajuste dos servidores dos cargos comissionados, mas pedido de vistas da base governista adia votação e provoca nova sessão tumultuada na Câmara de Caieiras.
Mesmo após decisão liminar da Justiça determinar a separação entre o reajuste dos servidores e a criação de mais de 150 cargos comissionados

O Projeto de Lei Complementar nº 004/2026, encaminhado pelo Poder Executivo, vinha sendo alvo de questionamentos por reunir em um único texto duas matérias distintas: a Revisão Geral Anual dos servidores públicos municipais e a criação de mais de 150 cargos de provimento em comissão.


A controvérsia acabou chegando ao Poder Judiciário. Em decisão liminar proferida pela 1ª Vara de Caieiras, a Justiça entendeu que existem elementos suficientes para indicar possível violação ao devido processo legislativo, determinando a suspensão da tramitação dos artigos relacionados à criação dos cargos comissionados, preservando apenas a parte referente ao reajuste dos servidores.


Na decisão, a magistrada destacou que a recomposição salarial dos servidores possui natureza jurídica distinta da criação de novos cargos e que ambas as matérias não deveriam tramitar conjuntamente. O entendimento reforçou os argumentos apresentados pelos vereadores da oposição, que desde o início sustentavam que o projeto possuía vício de constitucionalidade por tratar assuntos diferentes em uma mesma proposta.


Justiça manda separar reajuste dos servidores dos cargos comissionados, mas pedido de vistas da base governista adia votação e provoca nova sessão tumultuada na Câmara de Caieiras.
Na decisão, a magistrada destacou que a recomposição salarial dos servidores possui natureza jurídica distinta da criação de novos cargos e que ambas as matérias não deveriam tramitar conjuntamente. Na imagem a Presidente da Câmara, Zefinha segura a decisão da magistrada

No entanto, quando a expectativa era de que a Câmara avançasse no desmembramento das matérias para permitir a votação do reajuste dos servidores, um novo capítulo acabou elevando ainda mais a temperatura política no Legislativo.


Durante a sessão, o vereador Nelsinho Fiore, integrante da base governista, apresentou pedido de vistas ao projeto. Embora o instrumento seja previsto pelo Regimento Interno e constitua um direito legítimo do parlamentar, a iniciativa provocou forte reação dos vereadores da oposição e dos servidores que acompanhavam a votação.

Em sua justificativa, Nelsinho afirmou que ainda não tinha conhecimento formal da decisão judicial. Porém, durante a própria sessão, o vereador Micael Fernando entregou uma cópia da liminar ao parlamentar e voltou a defender que o projeto já apresentava problemas desde sua origem.


Justiça manda separar reajuste dos servidores dos cargos comissionados, mas pedido de vistas da base governista adia votação e provoca nova sessão tumultuada na Câmara de Caieiras.
O vereador Micael Fernando entregou uma cópia da liminar ao vereador Nelsinho Fiore e voltou a defender que o projeto já apresentava problemas desde sua origem.

Segundo Micael, a decisão da Justiça apenas confirmou aquilo que vinha sendo apontado pela oposição desde a chegada da proposta ao Legislativo: a tentativa de atrelar o reajuste dos servidores à criação dos novos cargos comissionados. Para os vereadores contrários ao projeto, a separação determinada pela Justiça tornou evidente que as duas matérias deveriam tramitar de forma independente.

O clima ficou ainda mais tenso nas galerias da Câmara. De um lado, servidores concursados cobravam a votação imediata do reajuste salarial. De outro, apoiadores da proposta defendiam a manutenção da tramitação apresentada pelo Executivo. Em diversos momentos houve discussões entre os presentes, exigindo intervenções para restabelecer a ordem dos trabalhos.


A decisão judicial tinha como objetivo justamente impedir que o reajuste dos servidores continuasse atrelado à criação dos novos cargos comissionados. No entanto, o pedido de vistas apresentado durante a sessão acabou produzindo, na prática, o mesmo resultado: o aumento dos funcionários públicos voltou a ser adiado. Para os vereadores de oposição, o episódio escancarou aquilo que vem sendo denunciado desde o início da tramitação do projeto: a preocupação do governo em ampliar uma estrutura de cargos de livre nomeação que, além de fortalecer sua presença dentro da administração municipal, amplia sua base de sustentação política.


Enquanto a disputa continua nos campos político e jurídico, os servidores concursados permanecem aguardando a votação de um reajuste que, segundo a própria decisão judicial, poderia tramitar separadamente. 

Veja o momento que o Vereador Nelsinho Fiore pede vistas do projeto e adia mais uma vez o aumento do funcionalismo público de Caieiras

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