Caieiras: mães denunciam “rodízio informal” em creche por falta de auxiliares e expõem falhas na educação infantil
- primeiraimpressaor
- 4 de mai.
- 2 min de leitura
Sem aviso oficial, mães relatam que crianças ficam em casa em dias alternados em creche de Caieiras

Uma denúncia recebida pelo Jornal Primeira Impressão acendeu um alerta preocupante sobre a realidade da educação infantil em Caieiras. Segundo o relato de uma mãe, alunos do maternal 1 da EMEMI Vovó Arminda, localizada no bairro de Laranjeiras, estariam sendo submetidos a um “rodízio informal” de frequência por falta de auxiliares de sala.
De acordo com a denúncia, apesar de não haver qualquer comunicação oficial por parte da direção da unidade ou da Secretaria de Educação, professoras teriam passado a solicitar diretamente às mães que deixassem as crianças em casa em dias alternados. A orientação, feita de forma pessoal, sem registro formal, teria como objetivo suprir a ausência de profissionais suficientes para atender todas as crianças simultaneamente.
A situação tem gerado revolta entre os responsáveis, principalmente por se tratar de alunos muito pequenos. No maternal 1, muitas crianças ainda estão em fase inicial de desenvolvimento e dependem de acompanhamento constante dentro da sala de aula. Além disso, grande parte das mães não possui rede de apoio e precisa trabalhar, o que torna inviável manter os filhos em casa de forma alternada.
O cenário expõe não apenas um problema pontual, mas levanta questionamentos sobre o planejamento da atual gestão municipal no atendimento à educação infantil. A ausência de auxiliares, função essencial no suporte pedagógico e no cuidado com as crianças, impacta diretamente na qualidade do ensino e na segurança dos alunos.
A EMEMI Vovó Arminda, que por anos foi considerada referência no bairro de Laranjeiras, vem acumulando reclamações recentes por parte de pais e responsáveis, o que reforça a percepção de deterioração na estrutura e no atendimento da unidade.

Outro ponto que amplia a preocupação é a situação da EMEMI Climene Toigo. A unidade foi demolida pela Prefeitura sob a promessa de construção de uma nova escola, porém, até o momento, a obra não avançou e segue paralisada, aumentando ainda mais a pressão sobre outras unidades da rede municipal.
Diante desse cenário, a denúncia levanta uma questão central: como garantir o direito à educação infantil de qualidade quando faltam profissionais básicos para o funcionamento das salas?
A redação do Jornal Primeira Impressão está aberta para receber um posicionamento oficial da Prefeitura de Caieiras e da Secretaria de Educação sobre os fatos relatados, bem como esclarecimentos sobre a falta de auxiliares e a situação das obras da EMEMI Climene Toigo.




.png)
Comentários